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DEPRESSÃO

 

O que você precisa saber sobre DEPRESSÃO?

A Depressão é caracterizada por um estado de extremo desânimo e desinteresse pela vida, gerando angústia e sofrimento, sem que haja um motivo evidente para isso. 

Classificada enquanto um transtorno de humor pelo DSM 5, a depressão está associada a um desequilíbrio na bioquímica do cérebro, tal como alteração da produção dos níveis de alguns neurotransmissores, como a serotonina, noradrenalina e dopamina, responsáveis pelas sensações de bem estar do indivíduo.  

Dentre as principais causas estão ainda fatores genéticos, abuso de álcool e drogas, traumas, lutos, separações, perdas significativas, relações abusivas, entre outros. 

Para além do grande impacto emocional, hoje sabemos que a Depressão não promove apenas a uma sensação intensa de infelicidade, mas também  pode ser o gatilho para outras alterações fisiológicas, como diminuição da imunidade, aumento de processos inflamatórios, desenvolvimento de doenças cardiovasculares, câncer e outros. 

É importante saber que, nem todo indivíduo depressivo apresenta características de uma pessoa triste ou apática, e nada tem a ver com a idade, gênero ou classe social. 

Ela pode ser uma doença silenciosa e, há estudos que indicam que, algumas pessoas levam, em média, 8 anos para identificá-la. Seja por tabus ou por associar os sintomas a outros quadros clínicos. 


Quais os sintomas da Depressão?

Assim como a ansiedade, os sintomas da depressão podem variar de indivíduo para indivíduo, mas as características mais comuns apresentadas são:

•    Alterações no estado de humor sem motivo evidente
•    Sensação de Tristeza
•    Sentimentos de inadequação, autodesvalorização ou culpa
•    Apatia – indiferença as emoções
•    Sensação de vazio
•    Sensação de incapacidade de sentir prazer ou alegria. 
•    Auto flagelo
•    Isolamento social
•    Pensamentos negativos recorrentes
•    Pensamentos suicidas
•    E outros

 

Qual o tratamento?

Primeiramente, não há uma regra para o tratamento, e ele pode variar de indivíduo para indivíduo, de acordo ao diagnóstico e ao grau da depressão, que pode ser da mais leve a mais severa. 

Para todos os casos, sem exceção, é indicado o acompanhamento psicológico. Entretanto, para os casos mais severos, indica-se também o apoio de um psiquiatra que poderá entrar com alguma farmacologia específica. 

Neste caso, o acompanhamento deve ser realizado regularmente e JAMAIS deve-se fazer uso de medicamento sem prescrição médica. Estes medicamentos alteram significativamente a bioquímica cerebral e portanto devem ser acompanhados e dosados de acordo a resposta do paciente. Tampouco devem ser interrompidos sem a devida prescrição. 

É muito comum que algumas pessoas, ao sentirem os efeitos colaterais, interrompam o uso dos medicamentos por conta própria e criem barreiras para retornar ao médico, descontinuando o tratamento.  O que pode ser bastante perigoso e agravar ainda mais os sintomas. 

Infelizmente, vivemos em um mundo que enaltece a farmacologia e muitos médicos acabam receitando remédios sem ter certeza do diagnóstico. Sendo assim, recomenda-se que sejam procurados mais de um especialista, caso o paciente não se sinta seguro com a abordagem.

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